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Projeto Amar-te promove inclusão e transforma a vida de crianças atípicas e suas famílias.

Idealizado por Cheila Alves Dias e Flávio Lúcio da Rocha, o programa oferece acolhimento, apoio psicológico e orientação a crianças atípicas e suas famílias.

 

Em um cenário em que a inclusão ainda representa um desafio para milhares de famílias brasileiras, o Projeto Amar-te idealizado e coordenado pela psicóloga, psicopedagoga e professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Cheila Alves Dias, tem desenvolvido ações voltadas ao acolhimento, desenvolvimento emocional e fortalecimento das habilidades sociais de crianças e adolescentes com desenvolvimento atípico, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e outras condições do neurodesenvolvimento.

 

Os encontros terapêuticos acontecem há mais de dois anos na Escola Classe Estância, em Planaltina (DF) e já atendeu mais de 100 famílias. A iniciativa promove reuniões semanais com crianças, adolescentes e familiares, com metodologias baseadas em evidências científicas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), jogos terapêuticos, atividades de expressão artística e dinâmicas de grupo.

 

Atualmente, o projeto conta com o apoio do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), com a participação do professor Rafael Gonçalves e de estagiários do curso de Psicologia, que contribuem para as atividades realizadas nos encontros semanais. A proposta é favorecer o desenvolvimento da autoestima, da comunicação, da autonomia e das habilidades sociais de crianças, adolescentes e seus familiares.

 

Para Cheila Alves Dias, investir no desenvolvimento emocional das crianças também significa contribuir para uma sociedade mais inclusiva e preparada para respeitar as diferenças. “Quando acolhemos uma criança atípica, acolhemos também sua família, sua história e seus sonhos. A inclusão acontece quando cada criança encontra um espaço onde é respeitada, compreendida e estimulada a desenvolver todo o seu potencial”.

 

Um dos diferenciais do projeto é o envolvimento dos pais e responsáveis, que participam de encontros periódicos de orientação, recebem suporte emocional e estratégias para compreender melhor o desenvolvimento dos filhos e fortalecer os vínculos familiares.

 

“A iniciativa parte da compreensão de que a inclusão vai além da sala de aula e busca oferecer acolhimento, promover o desenvolvimento socioemocional e ampliar o suporte às famílias diante dos desafios relacionados ao desenvolvimento atípico”, afirma uma das idealizadora do projeto, Cheila Dias.

 

Para Rafael Gonçalves, docente do curso de Psicologia da UDF e também à frente da criação do programa, o trabalho aproxima a universidade da comunidade e permite que os estudantes tenham contato direto com os desafios enfrentados pelas famílias.

 

“O exercício da vida docente, além de partilhar o caminho prático, teórico e científico com os estudantes, é estar aberto aos seus desafios cotidianos e territoriais. O projeto com pais de crianças neurodivergentes nasce desse encontro extensionista comunidade-universidade.”

 

*Famílias encontram acolhimento e orientação*

 

Os relatos de famílias que participam do projeto mostram o impacto do trabalho no cotidiano dos filhos. Francisca Diega, mãe de três filhos, entre eles Paulo Roberto, autista nível 2, conta que encontrou no grupo terapêutico um espaço de acolhimento e orientação para lidar com os desafios da rotina.

 

“O grupo terapêutico tem sido de grande valia para minha vida. A cada encontro, consigo reorganizar minhas ideias e encontrar acolhimento e conhecimento para lidar com esse novo mundo dos neurodivergentes. O projeto também oferece suporte à minha família. É uma iniciativa de extrema importância e que poderia ser expandida”, afirma Francisca.

 

Para Ana Cláudia, outra participante, o projeto se tornou um espaço de apoio e troca de experiências. “O Projeto Amar-te tem proporcionado a mim e à minha família apoio e fortalecimento para lidar com os desafios do nosso dia a dia. Para nós, tem sido um espaço de escuta, troca de experiências e uma rede de apoio. Gratidão à psicóloga Cheila e ao nosso querido diretor Flávio Lúcio.”

 

Fernanda da Silva, mãe de quatro filhos, também encontrou no projeto o suporte que buscava para compreender melhor as necessidades do filho Ryan, de 9 anos. Segundo ela, antes de conhecer a iniciativa, enfrentava dificuldades para conseguir orientação na escola e na rede pública de saúde.

 

“Fiquei sem chão, pois não sabia o que fazer e não tinha condições de pagar um atendimento particular. A Cheila me apresentou o projeto e quando cheguei me senti acolhida, pois tinha uma pessoa que me escutava sem me julgar. Isso me deixou segura e confiante para voltar ao projeto, que se tornou um lugar seguro para nós.”relata.

 

Para as famílias que enfrentam diariamente os desafios relacionados à inclusão e ao cuidado de crianças neurodivergentes, o Amar-te representa uma rede de apoio. Ao criar espaços de escuta e orientação, a iniciativa contribui para fortalecer a confiança das famílias e ampliar a percepção da escola como um espaço de cuidado, aprendizagem e desenvolvimento.

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